A EDUCAÇÃO SOZINHA NÃO TRANSFORMA A SOCIEDADE, SEM ELA TAMPOUCO A SOCIEDADE MUDA. PAULO FREIRE
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A Educação na Contemporaneidade
Todos os pais sonham em oferecer uma educação de qualidade a seus filhos e a sociedade e esperam também que seus filhos possam fazer parte de uma boa organização empresarial, com um bom salário e um ótimo emprego. Para que este sonho vire realidade, nós educadores necessitamos desenvolver a criticidade de nossos alunos, mostrando seus direitos e deveres enquanto cidadãos e necessitamos educá-los para a vida, mostrando uma ampla ressonância e inspiração na atitude aprendente. O objetivo desta comunicação é analisar se a postura que as escolas e professores (educadores) têm utilizado ajudará os alunos a serem pessoas críticas e com o lado poesis bem desenvolvido ou se estão sendo mais conteudistas a ponto de ignorar a humanização de seus alunos?
Sabemos que um bom professor é um referencial para seus alunos, isto é, mesmo a escola não trabalhando em seu currículo o seu desenvolvimento como ser crítico e emancipado, fazendo deste parte de uma massa de manobra, objeto de manipulação, nós professores poderemos ter uma autonomia, a ponto de escolher para nossos alunos os conteúdos que efetivamente promovam neles atitudes, reflexões e manifestações objetivadas, fazendo-os fugir da alienação que segundo Aranha (1996, p. 235) é a “perda da individualidade; perda da consciência crítica”, o que vai contra os princípios de uma escola onde prevalece uma ecologia cognitiva.
Demo (2000, p. 17) nos alerta quanto a “instituições educacionais que dão diplomas mas não cultivam o saber pensar”, e nós educadores, precisamos nos preocupar em ensinar o aluno a isso, a tirar suas próprias conclusões, a ser emancipativo, a contextualizar suas respostas e a ser participativo no processo educacional.
Para termos alunos críticos, será necessário desenvolvermos nele o entendimento de cidadania. É preciso que ele entenda o que é ser cidadão e como se tornar um cidadão. Para Silva (2001) cidadania é o reconhecimento de sujeitos que são diferentes e que possuem diferenças, mas são portadores do direito de ter direitos. É desnaturalizar as desigualdades sociais revelando que elas são fruto de dominação de uma classe, e temos a obrigação de fazer com que nossos alunos façam valer sua condição de cidadão, o que vai de encontro as palavras de Delors (2001, p. 67) onde ele nos fala que“ é na escola que deve começar a educação para uma cidadania consciente e ativa”.
Segundo Tomazi (1997, p. 131) “cidadania é ter direitos, é o direito de ter uma educação para saber quais são os nossos direitos e como exercitá-los”, e cidadania também significa “ter deveres, como: respeitar o direito dos outros, respeitar o que é público, e também respeitar as leis e as normas que regem nossa sociedade.”
O fato dos direitos estarem inscritos na constituição de um país ou explícito em leis que regulamentam nossa vida não configura a existência dos direitos na prática cotidiana dos cidadãos. É o exercício dos direitos que lhes dá existência , permanência e solidez. Os nosso direitos e deveres só existem enquanto são vivenciados. É o exercício da cidadania que a torna viva e presente. (TOMAZI, 1999, p. 140
Conforme nos mostra Aranha (1996, p. 50), a educação é um “fator importantíssimo para a humanização e a socialização”. O educador tem a função de levar o aluno para o novo, e não ficar na educação de palavras de ordem e não criação do pensamento. Tem que fazer do aluno um ser questionador, e também o próprio professor tem que ser questionador, tem que se perguntar se o que está ensinando é realmente importante para o aluno, ou se está sendo mais um conteudista e fazendo uso do ensino bancário. Segundo Freire (1996, p. 27) o ensino “bancário deforma a necessária criatividade do educando e do educador”, e nós professores precisamos ir contra tal ensino, levando os alunos a autonomia e não a heteronomia.
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